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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

EM 18 CIDADES DA REGIÃO, MAIS DE 10% DAS CRIANÇAS NÃO SABEM LER

Em 18 cidades da região, mais de 10% das crianças de 8 anos não sabem ler

Dados compõem a Avaliação Nacional de Alfabetização, divulgada pelo MEC.
Em Brotas, 17,35% estão no nível mais baixo de leitura; em Motuca, 0%.

Dados dos municípios da região no ANA (Foto: Ministério da Educação)
Do G1 São Carlos e Araraquara
Dados dos municípios da região na Avaliação Nacional de Alfabetização (Fonte: Ministério da Educação)Dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) de 2014, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) na quinta-feira (17), dão um panorama do aprendizado de estudantes do 3º ano do ensino fundamental matriculados em escolas municipais e estaduais e mostram que as cidades da região ainda enfrentam problemas na área. Em 18 municípios, mais de 10% das crianças de 8 anos não conseguem ler frases.
Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro (centro), e gestores da área em entrevista coletiva (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro,
e gestores em coletiva (Foto:Mateus Rodrigues/G1)
Em Brotas (SP), por exemplo, 17,35% das crianças avaliadas ficaram no nível 1 de leitura, considerado o mais baixo e preocupante, segundo o governo.
"O nível 1 é francamente inadequado, a pessoa não consegue ler mais que uma palavra. Isso a gente não pode aceitar, tem que zerar", afirmou o ministro Renato Janine Ribeiro ao divulgar os dados nacionais. Em Rincão, 16,37% dos alunos aparecem nessa categoria e, em Casa Branca, são 14,46%.
Na avaliação da escrita, 8,47% dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental de Gavião Peixoto ficaram no nível 1, em que não escrevem textos ou escrevem de forma ilegível. Em Brotas, foram 8,41% das crianças e, em Nova Europa, 7,74%.
Já em matemática, as três cidades com as maiores taxas no nivel 1 na região são Rincão(21,27%), Brotas (21,22%) e Dourado (17,32%). Nesse patamar, as crianças não conseguem, por exemplo, resolver problemas com números maiores de 20, segundo o MEC.
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Na outra ponta, com mais alunos nos níveis 4 e 5, aparecem os municípios de São João da Boa Vista, com 26,93% das crianças no nível 4 de leitura, Divinolândia, com 60,96% no nível 5 de escrita e Porto Ferreira, com 57,52% dos avaliados no nível 4 de matemática.
Ribeirão Bonito e Motuca também merecem destaque. A primeira aparece como "rede exemplar" na avaliação do MEC por ter melhorado o aprendizado dos alunos entre 2013 e 2014. Na pesquisa feita há dois anos, 29,47% dos estudantes figuravam no nível 1 de leitura e, um ano depois, essa taxa caiu para 8,49%.
Já Motuca é a única entre as 42 cidades da região que não possui nenhum aluno do 3º ano no nível 1 de leitura e em escrita. Também tem apenas 1,47% dos avaliados no primeiro patamar de matemática.
Avaliação de Alfabetização 2014
Veja a porcentagem de alunos de oito anos que, segundo o MEC, têm aprendizado inadequado

O exame
Em 2012, o governo criou o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), um compromisso dos governos federal, estaduais e municipais para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas quando concluírem o 3º ano do fundamental, e, em 2013, a ANA começou a ser realizada.

A avaliação é feita com base em duas provas: na de língua portuguesa, há 17 questões de múltipla escolha e três de produção escrita. Na prova de matemática, são 20 questões de múltipla escolha.
Na avaliação da leitura, os níveis vão de 1 a 4. No nível 1, as crianças são capazes de ler apenas palavras. No 2, conseguem achar informações explícitas em textos curtos ou na primeira linha de um texto longo e, no nível 3, são capazes de localizar informações explícitas no meio ou ao final de textos mais extensos e fazer a relação entre causa e consequência. Já no nível 4, o mais alto, o estudante deve ser capaz de reconhecer a relação de tempo, os participantes de um diálogo, estruturas sintáticas como pronomes possessivos e entendem o sentido de trechos de contos.
ANA 2014: leitura
Veja a porcentagem de alunos do 3º do ensino fundamental em cada um dos níveis da escala

Na escrita, o nível 1 indica que as crianças "provavelmente não escrevem o texto ou produzem textos ilegíveis". No nível 2, os alunos escrevem palavras com trocas ou omissão de letras e, no nível 3, escrevem frases, mas ainda sem conectivos e com grande quantidade de desvios ortográficos. No nível 4, elas podem escrever com diferentes estruturas silábicas, dão continuidade a uma narrativa e os desvios não comprometem a compreensão, enquanto no nível 5, o mais alto, separam e escrevem as palavras corretamente.
No primeiro nível da matemática, espera-se que as crianças saibam contar até 20 e comparar objetos pelo seu comprimento. No segundo, elas também reconhecem o valor monetário de cédulas e moedas, identificam o registro do tempo em um calendário, completam sequências numéricas crescentes e escrevem números de dois algarismos na ordem. No nível 3, o aluno provavelmente é capaz de resolver problemas com números maiores de 20 e calcular divisões entre partes iguais, com apoio de imagem. No nível 4, eles devem ser capazes de ler as horas e minutos em relógios analógicos, sabem ler alguns elementos de gráficos de barra e fazem operação de subtração com até três algaritmos.

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