Corte de flamboyants de mais de 30 anos gera polêmica em Nova Europa
Área era considerada um cartão-postal e moradores reclamaram da ação.
Prefeitura afirma que árvores estavam condenadas com cupins e fungos.
A esteticista Silvia Cerri, que mora no bairro, questionou a ação da Prefeitura. “Alegaram que elas estavam com cupim e broca, mas todas as árvores estavam doentes? Não tinha como tratar, foi mais fácil cortar as árvores com mais de 30 anos. A Prefeitura alegou que vão plantar outras, mas quanto tempo vão demorar para crescer?. Mais de 30 anos novamente”, disse.
Prejuízos
As flamboyants ficavam localizadas próximo ao cemitério e o velório. Quem mora do outro lado da rua reclama que as árvores eram um prejuízo e uma ameaça. Os galhos próximos a rede elétrica preocupam o aposentado Adão Alves. “Já caiu galhos em cima dos fios elétricos e queimaram o meu filtro de água, só não queimou mais coisas por sorte”, relatou.
e ameaça. (Foto:Rodrigo Sargaço /EPTV)
As raízes também provocaram rachaduras nos quintais das casas. A doméstica Joana dos Santos disse que já mandou arrumar várias vezes o piso, mas não adianta. “Essas árvores não tem condições de ficar aqui, está rachando toda a casa e está prejudicando, a gente arruma volta tudo de novo por consequência das árvores”, contou.
Condenadas
De acordo com o engenheiro agrônomo da Prefeitura, Antônio Carlos Silva, as árvores estavam condenadas. “Muitas delas já estavam em uma fase de deterioração, na parte interna está oca e com fungos. Muitas estão com cupim e que comprometem o ambiente onde vivem. Elas poderiam cair a qualquer momento, causando algum dano”, explicou.
Ainda segundo Silva, outras espécies serão plantadas no local. “Vamos adquirir uma mudas com certo porte de altura para que se tenha o crescimento mais rápido e em um prazo de 4 ou 5 anos elas já estejam no tamanho adequado”, disse Silva.
Critérios
A primeira necessidade de uma poda de árvore é aquela quando os galhos atingem a viação elétrica comprometendo a distribuição de energia. O biólogo Paulo Macini explicou que há alguns critérios para que a poda seja feita com consciência.
“Principalmente quando elas começam a atrapalhar o tráfego de carros e de pessoas. Tem a poda de “saia”, assim chamada porque podamos para que as pessoas não batam a cabeça nos galhos. Há também as poda preventivas, quando os galhos estão podres, evitamos que eles caiam nas pessoas”, explicou o biólogo.
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