NOSSO TEMPO

www.climatempo.com.br

terça-feira, 2 de julho de 2013

DEPÓSITO DE BEBIDAS JK...CHEGOU O QUE FALTAVA EM GAVIÃO PEIXOTO!!

 
FACHADA DO DEPÓSITO JK EM GAVIÃO

  
Nobres amigos gavionenses e da região...chegou o que faltava em Gavião. Um depósito de bebidas, para oferecer a comodidade que as pessoas tanto buscam nos dias atuais, muita correria...e todos querem num clicar de teclas...ligar e ser atendido. Assim foi que o John Lenon e Kedinho decidiram pelo JK Bebidas.
 
Oferece serviços de bebidas em geral, carvão, gelo, descartáveis...e se não bastasse tudo isso, vai fazer aquela festa...e de repente convidou muita gente e precisa de mesas e cadeiras, o JK está pronto para lhe atender com a rapidez que deseja.
 
Para isso é importante ligar...se puder ser com antecedência com certeza, vai fazer a sua festa tornar inesquecível, ao lado dos entes queridos e amigos.
 
Ligue para (16) 8152-3768 ou pessoalmente na Alameda Estevo, que fica defronte a Praça Matriz, ao Lado do Sindicato Rural...

TAMBÉM SOMOS O CHUMBO DAS BALAS

Também somos o chumbo das balas

O Brasil não mudará em profundidade enquanto a classe média sentir mais os feridos da Paulista do que os mortos da Maré

 Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista. Autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua  -  (Foto: Lilo Clareto/Divulgação)
Eliane Brum- Jornalista
Você está na sala assistindo à TV. Ou está no restaurante, com seus amigos. Ou está voltando para casa depois de um dia de trabalho. Você ouve tiros, você ouve bombas, você ouve gritos. Você olha e vê a polícia militar ocupando o seu bairro, a sua rua. É difícil enxergar, por causa das bombas de gás lacrimogêneo, o que aumenta o seu medo. Logo, você está sem luz, porque a polícia atirou nos transformadores. O garçom que o atendia cai morto com uma bala na cabeça. O adolescente que você conhece desde pequeno cai morto. Um motorista está dirigindo a sua van e cai ferido por um tiro. Agora você está aterrorizado. Os gritos soam cada vez mais perto e você ouve a porta da casa do seu vizinho ser arrombada por policiais, que quebram tudo, gritam com ele e com sua família. Em seguida você vê os policiais saírem arrastando um saco preto. E sabe que é o seu vizinho dentro dele. Por quê? Você não pergunta o porquê, do contrário será o próximo a ser esculachado, a ter todos os seus bens, duramente conquistados com trabalho, destruídos. Se você está em casa, não pode sair. Se você está na rua, não pode entrar.

O que você faz?
Nada.
Você não faz nada porque não aconteceu com você. Você não faz nada especialmente porque se sente a salvo, porque sabe que não apenas não aconteceu, como não acontecerá com você. Não aconteceu e não acontecerá no seu bairro. Isso só acontece na favela, com os outros, aqueles que trabalham para você em serviços mal remunerados.

Aconteceu na Nova Holanda, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, na segunda-feira passada (24/6). Com a justificativa de que pessoas se aproveitavam da manifestação que ocorria na Avenida Brasil – o nome sempre tão simbólico – para fazer arrastão, policiais ocuparam a favela. Um sargento do BOPE morreu e a vingança da polícia começou, atravessou a madrugada e boa parte da terça-feira. Saldo final: 10 mortos, entre eles “três moradores inocentes”.
Os brasileiros foram às ruas, algo de profundo mudou nas últimas semanas, tão profundo que levaremos muito tempo para compreender. Mas algo de ainda mais profundo não mudou. E, se esse algo ainda mais profundo não mudar, nenhuma outra mudança terá o peso de uma transformação, porque nenhuma terá sido capaz de superar o fosso de uma sociedade desigual. A desigualdade que se perpetua no concreto da vida cotidiana começa e persiste na cabeça de cada um.
Quando a polícia paulista reprimiu com violência os manifestantes de 13 de junho, provocando uma ampliação dos movimentos de protesto não só em São Paulo, mas em todo o Brasil, houve um choque da classe média porque, dessa vez, muitos daqueles que foram atingidos por balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo eram seus filhos, irmãos e amigos. Como era possível que isso acontecesse?
Era possível porque a polícia militar – e não só a de São Paulo, como se sabe e tem se provado a cada manifestação, nas diversas cidades – agiu no centro com quase a mesma truculência com que cotidianamente age nas favelas e nas periferias. Quase com a mesma truculência, porque algumas vozes se levantaram para lembrar que nas margens as balas são de chumbo. Balas de borracha, como foi dito em tom irônico, seria um “upgrade”. A polícia fez, portanto, o que está acostumada a fazer no dia a dia das periferias e favelas, o que é ensinada e autorizada a fazer. E muitos policiais devem ter se surpreendido com a reação da opinião pública, já que agem dessa maneira há tanto tempo e as reclamações em geral ficavam, até então, limitadas às mesmas organizações de direitos humanos de sempre. 
E então veio a Maré. E, em vez de balas de borracha, as balas eram de chumbo. Em vez de feridos, houve mortos. E, ainda que o massacre tenha tido repercussão, especialmente no Rio de Janeiro, ela foi muito menor e menos abrangente do que quando a violência foi usada no centro de qualquer cidade. Por quê? Seriam os brasileiros da Maré ou de outras favelas menos brasileiros do que os outros? Seriam os humanos da Maré ou de outras periferias menos humanos do que os outros? Sangrariam e doeriam os moradores da Maré menos do que os outros?
É preciso que a classe média se olhe no espelho, se existe mesmo o desejo real de mudança. É preciso que se olhe no espelho para encarar sua alma deformada. E perceber que essa polícia reflete pelo menos uma de suas faces. Parece óbvio, do contrário essa polícia não seguiria existindo e agindo impunemente, mas às vezes o óbvio é esquecido em nome da conveniência.
É fácil renegar a polícia militar como algo que não nos diz respeito, como sempre fazemos com as monstruosidades que nos envergonham. Sem precisar assumir que essa polícia existe como resultado de uma forma de ver a sociedade e se posicionar nela – uma forma que perpetua a desigualdade, dividindo o país entre aqueles que são cidadãos e têm direitos e aqueles que não têm nenhum direito porque, mesmo que trabalhem dura e honestamente, são criminalizados por serem pobres.
No momento em que os mortos da Maré incomodam menos que os feridos da Paulista ou de outros lugares do Brasil, se justifica e legitima a violência da polícia. Se justifica e legitima de várias maneiras – e também por aqueles que sentem menos a violência da Maré do que a da Paulista, apesar de ela ser numa proporção muito maior, a começar pela diferença das balas. Se justifica e se legitima e se perpetua porque, ainda que não confessado, mas claramente expressado, vive-se como se os mais pobres, os que moram em favelas e periferias, pudessem ter suas casas invadidas, seus bens destruídos e suas vidas extintas.
Se fosse você ou eu na Maré, reconheceríamos os rostos dos que tombam e estaríamos lá, aterrorizados com a possibilidade de sermos os próximos a virar estatística. O garçom que caiu morto com um tiro na cabeça é Eraldo Santos da Silva, 35 anos. Quem estava no restaurante contou que os policiais do BOPE atiraram no transformador para o local ficar às escuras e então mudar a cena do crime, retirando as cápsulas do chão. O garoto de 16 anos que foi assassinado se chama Jonatha Farias da Silva. A polícia disse que ele estava com uma arma na mão, mas várias pessoas que o conhecem desde criança afirmam ser impossível. Jonatha é descrito como um menino tímido e muito sozinho que perdeu a mãe de tuberculose aos 11 anos e vivia com um irmão mais velho num quarto de quatro metros quadrados. Engraxava sapatos e vendia biscoitos nos congestionamentos da Linha Vermelha para sobreviver, enquanto sonhava com ser mecânico. O motorista ferido quando dirigia a van alvejada por tiros é Cláudio Duarte Rodrigues, de 41 anos. Foi levado ao hospital por moradores, mas despachado para casa com a bala ainda alojada no glúteo. Só depois uma ONG obteve a promessa de uma ambulância para buscá-lo. Você ainda poderia ser a empregada doméstica que ouviu os policiais arrombarem a porta da casa do seu vizinho, ouviu seus gritos – “Me larga! Socorro!” – e o viu ser retirado de lá, dentro de um saco preto.
Mas isso não acontece com você, nem com seus filhos. Nem comigo. Mas, ainda que não aconteça, como é possível sentirmos menos? Ou mesmo não sentir? Ou ainda viver como se isso fosse normal? Ou olhar distraidamente para a notícia no jornal e pensar: “mais uma chacina na favela”?
Em que nos transformamos ao sentir menos a morte de uns do que a de outros, a dor de uns do que a de outros, mesmo quando olhamos para uns e outros apenas pela TV?
O que torna isso possível?
É preciso parar e pensar. Porque esses, que assim morrem, só morrem porque parte da sociedade brasileira sente menos a sua morte. É cúmplice não apenas por omissão, mas por esse não sentir que se repete distraído no cotidiano. Por esse não sentir que não surpreende ninguém ao redor, às vezes nem vira conversa. Essa polícia que mata nos reflete, por mais que recusemos essa imagem no espelho.
São vários os discursos que se imiscuem na vida cotidiana e penetram em nossos corações e mentes, justificando, legitimando e perpetuando a ideia de que a vida de uns vale menos do que a de outros, de que a vida dos mesmos de sempre vale menos do que a dos mesmos de sempre. Um desses discursos é a afirmação, que nesse caso foi assumida e amplificada por parte da imprensa, de que a polícia teria admitido que “três moradores mortos eram inocentes”. A frase tem tom de denúncia, ao afirmar que a polícia reconheceu a morte de “inocentes” na Maré. A declaração expressa, de fato, a ideia de que ao menos esses três não deveriam ter sido assassinados. Por oposição, cabe a pergunta: e os outros deveriam?
Essa frase diz ainda mais: se “três são inocentes”, aceita-se automaticamente e sem maior investigação que os demais seriam suspeitos de tráfico e outros crimes – e destes, quase nada ou nada é contado. É nesse ponto que se oculta algo ainda pior contido nesse discurso, que é a aceitação da pena de morte de suspeitos. Ou seja, os supostamente “não inocentes”, os supostamente “bandidos”, “traficantes”, “vândalos” poderiam, então, ser mortos? É isso o que se diz nas entrelinhas. Mas não seriam todos “inocentes”, até julgamento em contrário, dentro do ritual jurídico previsto pelo Estado de direito? Sem contar que a lei brasileira não prevê a pena de morte de julgados e condenados por crimes, nem sequer os hediondos. Mas o Estado, com o aval de uma parte significativa da sociedade, executa suspeitos.
A aceitação dessa quebra cotidiana da lei pelo Estado está presente na narrativa dos acontecimentos – e a imprensa tem um papel importante na reprodução desse discurso: “três deles eram inocentes”, “morreram em confronto”, “morreu ao resistir à prisão”, “troca de tiros” são algumas das expressões entranhadas nos nossos dias como se tudo explicassem. Como se isso fosse corriqueiro – e não monstruoso. Mesmo para a morte de “inocentes”, fora as mesmas vozes dissonantes de sempre, se atribui expressões como “efeito colateral”. E parece ter sido fácil para a classe média aceitar que o “efeito colateral” é a morte dos filhos, dos irmãos, dos pais e das mães dos pobres.

Em um artigo no site do Observatório de Favelas, que vale a pena ser lido (aqui), Eliana Sousa Silva, diretora da Redes da Maré e da Divisão de Integração Universidade Comunidade PR-5/UFRJ, faz uma análise da frase dita na TV pelo consultor de segurança pública Rodrigo Pimentel: “Fuzil deve ser utilizado em guerra, em operações policiais em comunidades e favelas. Não é uma arma para se utilizar em área urbana”. Ele criticava, em 18/6, a imagem de um policial militar atirando para o alto com uma metralhadora, perto de manifestantes que praticavam ações violentas em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Como afirma Eliana, parece um comentário “natural, racional e equilibrado”, mas, de fato, o que ele está dizendo? Que na favela pode. E, fora uma ou outra voz, como a dela, não causa nenhuma surpresa. Nem mesmo se estranha que na favela pode, nos protestos do centro não.
A palavra “confronto” encobre forças desiguais – e o que tem sido chamado de “confronto” seguidamente não é o que diz ser. Mesmo em confrontos de fato trata-se o que é desigual como se fosse igual, também simbolicamente. Como se uma das forças em confronto não encarnasse o Estado e tivesse, portanto, de respeitar a lei e seguir parâmetros rígidos de conduta – e não igualar-se a quem supostamente está no outro lado. Como se a polícia, como aconteceu na Maré, tivesse autorização para se vingar pela morte – lamentável – do sargento do BOPE, entrando na favela e arrebentando. E o sargento do BOPE Ednelson Jerônimo dos Santos Silva, 42 anos, é também uma vítima desse sistema avalizado por uma parte significativa da sociedade dita “de bem”.

A questão é que, se a polícia não tem autorização de direito, tem de fato. E tem porque a classe média sente menos a dor dos pobres. Tem autorização porque uma parcela da sociedade primeiro criminaliza os pobres – e, depois, naturaliza a sua morte. É por isso que a polícia faz o que faz – porque pode. E pode porque permitimos. A autorização não é dos suspeitos de sempre, apenas, mas de parte considerável dessa mesma classe média que vai às ruas gritar pelo fim da corrupção. Mas haverá corrupção maior, esta de alma, do que sofrer menos pelos mortos da Maré do que pelos feridos da Paulista?
A autorização para a morte dos pobres é de cada um que sente mais as balas de borracha da Paulista do que as balas de chumbo da Maré. Sentir, o verbo que precede a ação – ou a anula.
“Estado que mata, nunca mais!” é o chamado de um ato ecumênico marcado para as 15h desta terça-feira (2/7), com concentração na passarela 9 da Avenida Brasil, pelos moradores da Maré. A manifestação, anunciada como “sem violência e pacífica”, pretende lembrar os 10 mortos de 24 e 25 de junho, inclusive o sargento do BOPE. “Não é mais aceitável a política militarizada da operação do estado nos territórios populares, como se esses locais fossem moradas de pessoas sem direitos. Responsabilizamos o governador do Estado e o secretário de Segurança Pública pelas ações policiais nas favelas. Exigimos um pedido de desculpas pelo massacre e o compromisso com o fim das incursões policiais nas favelas cariocas, sustentadas no uso do Caveirão e de armas de guerra”, diz a chamada na internet.
Este ato poderá se tornar um momento de inflexão nos protestos que atravessam o país. Saberemos então se os cidadãos das favelas estarão sozinhos, como sempre, ou acompanhados pelas mesmas organizações de direitos humanos de sempre – ou se o Brasil está, de fato, disposto a começar a curar sua abissal e histórica cisão.
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras) leia Mais...
  • Protestando dúvidas
  • Quanto valem 20 centavos?
  • Índios, os estrangeiros nativos
  • Os loucos, os normais e o Estado
  • A mulher que nasceu com 10 anos
  • Acordei doente mental
  • Um abraço em Bangladesh
  • Petra, uma mulher em busca do próprio corpo
  • É urgente recuperar o sentido de urgência
  • Pela ampliação da maioridade moral
  • Esses filhos perplexos diante da velhice dos pais
  • À margem do pai
  • O capeta do porcelanato
  • Dentro da mãe, um pedaço arrancado de mim
  • “Dom Ciccillo” e o fim do mundo
  • Eternidade de mercado
  • Açúcar, Sal e Gordura: as engrenagens da 'junk food'
  • O Doping das crianças
  • O coração grande de Cristina
  • A cara da vagina
  • O mindinho torto
  • A menina quebrada
  • Perdão, Aaron Swartz
  • Permissão para ser INfeliz
  • Rosângela e o livro enterrado
  • O silêncio não existe
  • “Malditos maias!”
  • A educação tem sotaque
  • Sensação de insegurança?
  • Máscara sem rosto
  • Sobrenome: “Guarani Kaiowa”
  • segunda-feira, 1 de julho de 2013

    UM SONHO QUE PODE VIRAR REALIDADE...NO LATA VELHA DO HUCK

    Sitiante espera casar com carro reformado por Huck

    Uma carta ao apresentador Luciano Huck, da TV Globo, revela o desejo de uma pequena sitiante e lavradora de Santo Antônio da Alegria

    F.L.Piton / A Cidade
    Taciana e o sonho de ver a caminhonete funcionar de novo no dia do casamento (Foto: F.L.Piton / A Cidade
     
    O sonho de casamento de uma noiva depende da boa vontade do apresentador Luciano Huck. E não se trata de nenhuma extravagância. É um pedido simples, carregado de boas lembranças.
    Taciana da Silva Frighetto, 30 anos, casa-se no próximo 21 de setembro, em Santo Antônio da Alegria. Ela só faz questão de um presente: ser levada no trecho de 18 quilômetros, do sítio onde mora, na Serra do Pinheiros, até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, local da cerimônia, na caminhonete Ford Rural, ano 1971, que sempre pertenceu à família.
    O problema é que a velha picape, apelidada de Suçuarana, não roda mais. Está parada há mais de dois anos num pedaço de terra chamado Quinta da Boa Vista, a casa de Taciana.
    Os pneus chegaram ao fim, a lataria enferrujou com a ação do tempo, a cor perdeu a definição, o banco da cabine está com as molas à mostra e o motor precisa de reparos. Para ela, só o apresentador da Globo, Luciano Huk, pode dar um jeito na Suçuarana e deixá-la novinha de novo. Uma carta já foi endereçada a ele.
    A Suçuarana, chamada assim pelo ronco do motor, semelhante ao da onça-parda que habita a região, tem uma história rica. Levou Taciana na barriga da mãe para o hospital, e depois para o batismo. E também ao trabalho no cafezal, à cidade nos dias de festas e à escola. Não só ela, como a irmã Taís, dois anos mais velha, já casada.
    Joia de família
    Até Amauri César Frighetto, pai de Taciana, morrer, a picape foi a joia da família. Lavrador, pessoa estimada em Santo Antônio da Alegria, Amauri faleceu em 18 de junho de 2010. Tinha apenas 52 anos.
    Poucos meses antes, quando percebeu que lhe faltavam forças para a lida diária, deixou as botinas do trabalho na caminhonete e foi internado no Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto. Não fumava e nem bebia. Foi vítima de um violento câncer no pulmão, que teria sido provocado pelo veneno que usou para recuperar as madeiras infestadas de cupim da igreja do Pinheiros, que restaurou sozinho e onde até hoje se realizam festas de Reis.
    A morte de Amauri traumatizou a família e entristeceu os vizinhos da Quinta da Boa Vista, um sítio de seis alqueires, na Serra do Pinheiros, divisa com São Sebastião do Paraíso (MG). A esposa, Maria José, está vinte quilos mais magra. Só sai de casa para visitar o único neto em Franca, em busca de força.
    Brava Suçuarana
    A Suçuarana teve papel fundamental naquele pedaço da Serra do Pinheiros. Carregou madeiras e arames para cercas, levou doações recolhidas por Amauri para casas de caridade. Socorreu bezerros, cães e gatos doentes. Transportou adubos, mantimentos, tachos onde eram feitos doces em dias de festas. Pegou latões de leite em currais, levou voluntários para festas, membros das companhias de reis e amigos para jogos de futebol nas fazendas.
    Sem falar das vezes que encaminhou doentes a hospitais ou levou corpos para a funerária de Santo Antônio da Alegria, que se recusava a colocar seus carros nas subidas íngremes e de terra batida da Serra do Pinheiros.
    Foi na Suçuarana que Amauri se deslocou até a cidade para comprar a aliança de seu noivado, e também levou a noiva para experimentar o vestido do casamento. De Amauri, só as velhas botinas continuam lá, no assoalho da cabine, no seu derradeiro dia de trabalho.
    Vender jamais
    Depois da morte do pai, vários pretendentes apareceram na Quinta da Boa Vista para comprar a Suçuarana. A família recebia os compradores com educação e um firme não como resposta.
    Os mais audaciosos – especialmente os fanáticos por carros antigos – chegavam a preencher cheques, oferecendo até o triplo do preço de mercado. Alguns deles foram rasgados por Taciana.
    “Ver a caminhonete restaurada iria curar até a depressão de minha mãe. É também uma forma de sentir meu pai presente numa data especial e única. Seria como se ele estivesse me levando. Gostaria de encher a Suçuarana de flores e chegar nela na igreja”, diz Taciana.
    Cafezal
    Taciana e a mãe, Maria José, ainda cuidam do cafezal da Quinta da Boa Vista.
    Antes de morrer, Amauri orientou a filha sobre a melhor maneira de tocar a plantação e comercializar a colheita. Como a irmão Taís é enfermeira em Franca, Taciana sempre ajudou o pai na lavoura.
    Agora, assumiu interinamente a responsabilidade. Este ano, a expectativa é colher perto de 120 sacas limpas, de 60 quilos. Cada saca está cotada em R$ 270. O café é de boa qualidade. Mas com as despesas – adubo e mão de obra na colheita e preparo – deve sobrar pouco dinheiro.
    “Estamos mantendo o nosso o café em memória de meu pai. Mas é custoso, difícil. Os pés beiram os 20 anos. A reforma da caminhonete iria nos dar um novo alento. Mas é preciso que tenha um engate, para não destruir sua carroceria novamente”, imagina Taciana.
    Os planos de Taciana são simples. Casada com Osmar, motorista de transporte escolar, ela pretende morar com a mãe, na Quinta da Boa Vista. E, com isso, preservar o cafezal.
    O arroz que será servido no almoço de seu casamento, ela colheu no sítio. São oito sacas.
    “Arroz a gente já garantiu por muito tempo”, brinca.
    Hoje, Taciana, formada em Publicidade e Propaganda, exerce cargo em comissão na Prefeitura de Altinópolis.
    Num velho fusquinha, ela viaja 36 quilômetros diariamente, sonhando com a restauração da Suçuarana.
    Agitadora cultural mandou carta ao Huck
    Incansável agitadora cultural, a fama de Ana Maria Frighetto, 54 anos, casada, dois filhos, já ultrapassou os limites de Altinópolis. Há quatro anos, entre outras concorridas atividades, ela é jurada do Carnaval de São Paulo. Na passarela do Anhembi, ela julga o quesito Comissão de Frente nos desfiles das escolas dos Grupos Especial e de Acesso.
    Prima em segundo grau de Amauri César Frighetto, coube a ela escrever e endereçar ao programa Lata Velha, do apresentador Luciano Huck, a saga da picape Ford Rural, ano 71, na vida da comunidade de pequenos proprietários de terra na Serra do Pinheiros, em Santo Antônio da Alegria.
    “Aceitei o desafio por se trata-se de uma família digna, obreira, que sempre fez o bem. Quero ver a Taciana chegar na igreja, no dia de seu casamento, na caminhonete novinha em folha”.
    A carta foi enviada no dia 15 de abril.
    Ana ouviu que o programa já está gravado até julho. Ela não sabe se vai dar tempo, mas não perde a esperança. “Quem sabe, essa matéria cai nas mãos do Huck”, sonha.

    DROGA: ESTA FAZ O USUÁRIO APODRECER VIVO!

    Uma droga barata e viciante de fácil obtenção que apodrece a carne deixando os ossos do usuário expostos, transforma as pessoas em um verdadeiro zumbi. A droga russa conhecida como Krokodil é real e apavorante.

    O que é Krokodil?

    Krokodil é um substituto para uma droga cara, a heroína. O princípio ativo do Krokodil, é a “desomorphine” que é vendida em alguns países da Europa (especialmente a Suiça) como substituto da morfina e é conhecida pela farmacologia desde 1932. A desomorphine é de 8 a 10 vezes mais potente do que a morfina. Trata-se de um opiáceo sintético que possui estrutura quase idêntica à da heroína.
    A Codeína, um narcótico disseminado pelo mundo inteiro e de fácil acesso pode ser transformado em desomorphine com algumas reações químicas relativamente baratas. Ela então é dissolvida e injetada pelo utilizador. Considerando que a heroína custa 150 dólares cada dose e o Krokodil pode ser obtido por menos de 10 dólares fica fácil entender a razão de sua existência.

    Qual a razão do Krokodil apodrecer a carne de quem usa?

    O problema não é necessariamente o vício na desomorphine, a substância em si não é tão nociva, tanto que é comercializada em alguns países. O fato é que a reação que transforma codeína em desomorphine pode ser feita numa cozinha, a maioria das apreensões da droga mostrou produtos com excesso de impurezas.
    Aos fabricantes de Krokodil muitas vezes faltam materiais, e, portanto, usam gasolina como solvente, utilizam também fósforo vermelho, iodo, e ácido clorídrico como reagentes para sintetizar a desomorphine a partir de comprimidos de codeína. Não há um controle de qualidade e o produto sai diretamente do “fogão para a veia”, causando estragos irreparáveis no corpo dos drogados.

    UMA APREENSÃO DE PEGAR FOGO LITERALMENTE!!

    01/07/2013 às 14h05min - Atualizada em 01/07/2013 às 14h05min
    Polícia apreende 12 mil maços de cigarro contrabandeados em Serrana
    Suspeitos estavam estacionados em acostamento da Rodovia Abrão Assed. Carga veio do Paraguai e está avaliada em R$ 70 mil, diz Polícia Federal.
    A Polícia Rodoviária apreendeu 12,8 mil maços de cigarros contrabandeados na madrugada desta sexta-feira (28) na Rodovia Abrão Assed (SP-333) em Serrana (SP). Segundo o soldado da PM Luis André dos Santos, os produtos estavam sendo transportados em um carro e um caminhão, que foram apreendidos. Dois suspeitos dirigiam os veículos, mas conseguiram fugir.
    Santos explica que por volta das 2h, uma viatura fazia patrulhamento na rodovia, no sentido Serrana – Ribeirão Preto (SP), quando os policiais perceberam o caminhão e o carro estacionados no acostamento, próximo ao quilômetro 31. Percebendo a aproximação da polícia, os suspeitos fugiram no veículo, mas abandonaram o carro alguns metros a frente e fugiram a pé por um canavial.
    O caminhão com placas de Ribeirão e o automóvel de Sertãozinho (SP) foram apreendidos e encaminhados para a Polícia Federal (PF), que investigará o caso. "A polícia agora estuda as medidas jurídicas cabíveis. Pode ser até que peça a prisão preventiva dos indivíduos, uma vez que já se encontram identificados", explicou o delegado Lindinalvo de Almeida Filho.
    Segundo o delegado da PF, a carga teria sido contrabandeada do Paraguai e foi avaliada em R$ 70 mil. Os suspeitos podem responder pelo crime de contrabando, cuja pena varia de dois a quatro anos de prisão. "Dependendo do número de pessoas que forem identificadas posteriormente, os indivíduos também serão indiciados no crime de formação de quadrilha."


    Fonte: G1 Ribeirão e Franca
      

    VENCEDORES DO 1º CONCURSO DE CARTAZES COM O TEMA ALUSIVO A PREVENÇÃO AS DROGAS!

    Segue os nomes dos vencedores do primeiro concurso municipal de cartazes, com o tema " A educação na prevenção ao uso de drogas".

    2° ano
    2° T4 - Professora Carolina Stella Ferez
    ... 1º colocado - Marcos Antônio Cassiano de Lima
    2° T2 - Professora Luzia Fernandes
    2° colocado- Marcos Vinicius Moraes

    3° ano
    3° M2- Professora Juliana Billar
    1° colocado - Gustavo Felipe de Souza
    3° M1 - Professora Juliana Pontieri
    2° colocado - Maria Eduarda Bete Pereira

    4° ano
    4º M1 - Professora Bianca Edgar
    1° colocado - Gustavo Augusto Lopes
    2° Carlos Henrique de Toledo

    5° ano
    5° M3 - Professora Micheli Fratuci
    1° colocado - Giovana Moreira Pignata
    5° M4 - Professora Estela
    2° Heloisa Vassalo

    Parabéns a todos os ganhadores!!!!!
    Parebéns a todas as professoras pelo desempenho e carinho, na qual, desenvolveram o projeto com seus alunos!!!!!


    Lembrando que foi uma inciativa da vereador do PV Suse Mattiassi, que prontamente recebeu todo apoio do poder público, setor de Educação, Conselhos Municipais, demais colegas da Casa de Leis e de orgãos regionais e empresas, Como Usina Santa Fé e EPTV Central.

    GAVIÃO PEIXOTO - Políticas Públicas sobre drogas é tema de palestra

    27/05/2013 12:00

    A Prefeitura Municipal de Gavião Peixoto juntamente com a Câmara Municipal realizou nesta terça-feira (22/05) às 08h30 no Plenário “Lourenço Barsaglini” uma Palestra de sensibilização e conscientização: “Drogas na atualidade”, que foi ministrada pelo Presidente do COMAD - Conselho Municipal Antidrogas de Araraquara, Márcio W. Servino.
    A palestra foi direcionada para a câmara, equipe técnica das secretarias municipais (Saúde, Conselho Tutelar, Cultura), equipe gestora da Escola Estadual e RH de empresas vinculadas à população gavionense com o intuito de conscientizar, orientar, sensibilizar, através de palestras, conferências e debates que irão ocorrer ao longo de junho e principalmente mostrar à todos que é preciso implantar políticas públicas municipais que se adequam a realidade de nossa cidade e diante disso trabalhar com a problemática das “drogas” em Gavião Peixoto.
    Segundo o presidente e palestrante do COMAD Márcio W. Servino “O COMAD-Araraquara e do DENARC tem como objetivo capacitar recursos humanos para atuar como AGENTES MULTIPLICADORES permanentes, em todas as áreas de prevenção. A comissão organizadora do COMAD- Araraquara trabalha de forma persistente em prol do desenvolvimento mútuo do conhecimento das pessoas na prevenção aos problemas causados pelo uso nocivo das drogas, em nossa sociedade e na construção de políticas públicas efetivas no âmbito das drogas licitas e ilícitas em nosso país”.
    Também no dia 23/05 (quinta-feira) foi realizado o Lançamento do I Concurso de Cartazes no Plenário “ Lourenço Barsaglini” com os alunos da Escola Municipal “Martha Ferreira da Cruz” do 2° ao 5° ano, eles irão elaborar cartazes com o tema “ A educação na prevenção ao uso de Drogas”. A Premiação dos cartazes será feita com a formatura do PROERD. Também serão ministradas palestras para a Sociedade Civil e Alunos da Escola Estadual “Conselheiro Gavião Peixoto”.

    EQUIPE DE SAÚDE LOCAL RECEBE CURSO DE TÉCNICAS DE ATENDIMENTO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

     
     
    O Grupamento de Resgate de Araraquara, ministrou no último sábado um Curso de Tècnicas ligadas a atendimento de Urgência e Emergência. E a equipe de sáude de nossa cidade e outras pessoas de outras área participaram destes ensinamentos. Que visa basicamente preparar a equipe e os interessados para Intercorrências em atendimento em casos de acidentes em toda sua plenitude.
     
    E com isso, se prepara melhor todos que lidam com a vida humana, e o curso foi muito válido, já que ensinou técnicas atuais de imobilização, se verficação dos sinais vitais, de forma que acotneça dentro de um prazo que permita salvar a vida do cliente paciente.
     
    Nossa reportagems se fez presente, para aqui trazer, que sempre é importante esta interação da equipe local com a que veio ministrar este curso, como forma de somar a qualidade dos serviços prestados.